Esportes de carros na EJA podem parecer, à primeira vista, um tema distante da sala de aula, mas Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, entende que conteúdos conectados ao interesse dos alunos podem transformar a forma como eles participam das aulas. Quando o automobilismo é usado como linguagem pedagógica, ele abre caminhos para trabalhar matemática, física, tecnologia, leitura, segurança e projeto de vida.
Ao longo deste artigo, será analisado como os esportes de carros podem despertar curiosidade em crianças, jovens e adultos, especialmente em turmas da Educação de Jovens e Adultos. A proposta não é transformar a escola em entretenimento, mas mostrar que temas próximos da realidade social podem gerar aprendizagem mais significativa, participação mais ativa e maior permanência escolar. Leia a seguir e saiba mais!
Por que esportes de carros podem despertar interesse nas aulas?
A EJA reúne estudantes com trajetórias muito diferentes, muitos deles marcados por interrupções escolares, jornadas de trabalho extensas e experiências anteriores de afastamento da educação formal. Por isso, Sergio Bento de Araujo informa que temas que dialogam com o cotidiano ajudam a reduzir a distância entre o conteúdo escolar e a vida prática.
O automobilismo pode funcionar como ponto de entrada para assuntos complexos, porque desperta curiosidade e cria conexões imediatas. Velocidade, mecânica, tecnologia, segurança e competição são elementos capazes de atrair atenção, desde que sejam conduzidos com finalidade pedagógica clara.
Esse interesse inicial pode ser usado para construir pontes com conteúdos curriculares. Uma corrida permite discutir tempo, distância, consumo de combustível, estatística, leitura de gráficos, impacto ambiental, comunicação de equipes e tomada de decisão. Assim, o aluno percebe que a escola não está separada do mundo que ele observa.
Como conectar automobilismo, matemática e tecnologia na EJA?
O automobilismo oferece várias possibilidades para trabalhar matemática de forma concreta, especialmente em temas como velocidade média de velocidade, porcentagem, medidas, conversão de unidades e interpretação de dados. Quando esses conteúdos surgem a partir de uma situação real, tornam-se menos abstratos e mais fáceis de compreender.

A tecnologia também pode ser integrada nesse processo, com simuladores, vídeos, mapas de circuito, planilhas simples e análise de desempenho. Esses recursos permitem que o estudante visualize problemas, teste hipóteses e participe de atividades que exigem raciocínio, colaboração e leitura crítica.
Além disso, Sergio Bento de Araujo expõe que a abordagem pode incluir física aplicada, como força, atrito, aceleração e aerodinâmica, sem transformar a aula em um conteúdo excessivamente técnico. O importante é partir da curiosidade e conduzir o aluno para conceitos mais amplos, mostrando que o conhecimento escolar tem utilidade prática e pode explicar fenômenos presentes no cotidiano.
Esportes de carros na EJA favorecem metodologias ativas
Esportes de carros na EJA podem fortalecer metodologias ativas porque permitem que os alunos investiguem, debatam, calculem, comparem e apresentem conclusões. Em vez de apenas receber informações, a turma passa a participar da construção do conhecimento, o que melhora o envolvimento e amplia a autonomia.
Uma atividade bem planejada pode proporcionar que os estudantes analisem uma corrida, calculem tempos, discutam estratégias de equipe ou avaliem decisões ligadas à segurança, e segundo o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, esse tipo de prática contribui para que o aluno deixe de se sentir apenas espectador e assuma papel mais ativo no próprio aprendizado.
Esse modelo também favorece habilidades socioemocionais importantes. Ao trabalhar em grupo, defender ideias, interpretar dados e resolver problemas, o estudante desenvolve comunicação, persistência e organização. Na EJA, essas competências têm impacto direto na autoestima, pois muitos alunos precisam reconstruir a confiança na própria capacidade de aprender.
A aprendizagem melhora quando o conteúdo conversa com a realidade do aluno
A escola se torna mais forte quando reconhece que o interesse do aluno pode ser uma porta legítima para o conhecimento. Utilizar esportes de carros como recurso pedagógico não significa abandonar o currículo, mas encontrar uma linguagem capaz de aproximar conteúdos formais de experiências concretas.
Tal como conclui Sergio Bento de Araujo, essa aproximação é especialmente importante na EJA, porque muitos estudantes retornam à escola buscando utilidade, pertencimento e novas oportunidades. Quando o conteúdo conversa com sua realidade, a aprendizagem ganha sentido e o vínculo com a escola se torna mais consistente.
O maior benefício está em transformar curiosidade em desenvolvimento. Ao relacionar automobilismo com matemática, tecnologia, leitura e cidadania, a escola amplia repertório e cria experiências mais envolventes. Dessa forma, os esportes de carros deixam de ser apenas tema de interesse e passam a funcionar como estratégia para fortalecer aprendizagem, participação e permanência escolar.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez