Campina Grande receberá projetos e investidores nacionais e internacionais no INCODAY 2026, enquanto iniciativas de inovação aproximam startups paraibanas de parceiros estrangeiros.
A Paraíba está ampliando sua presença em redes internacionais de ciência, tecnologia e empreendedorismo, e Campina Grande aparece como um dos principais pontos dessa movimentação. Nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026, ganhou destaque a preparação para o INCODAY 2026, previsto para dezembro na cidade. O encontro receberá os 15 projetos selecionados pela Chamada de Ideias da Brazilian Innovation and Funding Platform (BraFIP), que terão acesso a mentorias e oportunidade de apresentar suas propostas a investidores nacionais e internacionais. (Paraíba Business)
As inscrições para a chamada internacional foram prorrogadas até 7 de setembro, ampliando a oportunidade para startups, empresas, pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e núcleos de inovação. A iniciativa procura selecionar propostas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) com potencial de cooperação e geração de negócios. O programa conta ainda com apoio de organizações estrangeiras, criando uma ponte entre o ecossistema paraibano e redes de inovação de outros países. (Paraíba Business)
O movimento não surge isoladamente. Campina Grande já reúne universidades, centros de pesquisa, empresas de tecnologia e programas de estímulo às startups. Em 2026, iniciativas estaduais e municipais passaram a reforçar esse ambiente, enquanto eventos de ciência e tecnologia aumentaram as oportunidades de aproximação entre pesquisadores, empreendedores e investidores. A expectativa é que essa estrutura ajude projetos desenvolvidos na Paraíba a buscar mercados, financiamento e parceiros além das fronteiras estaduais e nacionais. (Paraíba Business)
Campina Grande se aproxima de investidores internacionais
O principal destaque desse processo é a Chamada de Ideias da BraFIP. As 15 melhores propostas serão selecionadas para receber mentorias especializadas e participar do INCODAY, que será realizado em Campina Grande pelo Sebrae/PB. Na prática, o evento deverá funcionar como uma vitrine para projetos inovadores que buscam transformar conhecimento científico ou tecnológico em produtos, serviços e negócios com capacidade de crescimento. (ParaibaOnline)
A dimensão internacional aparece também nas instituições envolvidas. A chamada conta com apoio da ALETI, federação que reúne entidades de tecnologia da informação da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal, e do CDTI, órgão ligado ao governo espanhol. Essa estrutura permite que participantes tenham contato com um ambiente que ultrapassa o mercado brasileiro e abre espaço para futuras cooperações tecnológicas. (Paraíba Business)
Para uma startup paraibana, esse tipo de aproximação pode ser importante principalmente nas fases de crescimento. Empresas inovadoras frequentemente precisam de capital, conhecimento especializado e acesso a clientes para transformar uma tecnologia promissora em um negócio sustentável. A possibilidade de apresentar soluções diretamente a investidores e instituições de outros mercados pode reduzir parte dessa distância e criar oportunidades que dificilmente surgiriam apenas dentro do ambiente regional.
Paraíba amplia investimentos para transformar pesquisa em negócios
A internacionalização acontece paralelamente ao fortalecimento dos mecanismos locais de apoio à inovação. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, o Governo da Paraíba destinou R$ 10 milhões em 2026 ao programa Conectando Startups. Nas três primeiras chamadas, aproximadamente R$ 7,5 milhões já haviam sido destinados à aceleração de 51 empreendimentos. (Paraíba Business)
Campina Grande também mantém programas próprios. O Impulse Campina 2026, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, disponibilizou 40 vagas para projetos e ideias inovadoras. Os selecionados participam de um ciclo de aceleração de 14 semanas, incluindo mentorias, capacitação empreendedora e oportunidades de conexão com parceiros comerciais, clientes e investidores. (Prefeitura de Campina Grande)
Essa combinação é importante porque um ecossistema tecnológico não depende somente de boas pesquisas. É necessário criar mecanismos para que ideias desenvolvidas em universidades, laboratórios e pequenas empresas cheguem ao mercado. Ao aproximar ciência, empreendedorismo e investimento, a Paraíba tenta aumentar a quantidade de projetos capazes de gerar empresas, empregos qualificados e soluções comercialmente viáveis.
Ciência e tecnologia fortalecem projeção da Paraíba
Campina Grande também reforçou sua posição no setor tecnológico com o retorno, em julho, da Feira de Tecnologia de Campina Grande (Fetech) após nove anos. Com o tema “Inteligência Artificial, Inovação e Sustentabilidade”, a programação reuniu universidades, empresas, startups, instituições públicas, centros de pesquisa e investidores em mais de 100 espaços expositivos. (ParaibaOnline)
A feira recebeu investimento de aproximadamente R$ 3,5 milhões e foi organizada como espaço de divulgação científica, geração de negócios e integração entre academia e setor produtivo. O evento reforçou uma característica histórica de Campina Grande: a presença de universidades e instituições tecnológicas capazes de alimentar um ecossistema de pesquisa e empreendedorismo. (ParaibaOnline)
O desafio agora é transformar essa capacidade científica em resultados econômicos mais amplos. Para isso, internacionalização, transferência de tecnologia e propriedade intelectual passam a ocupar espaço importante. Eventos realizados na cidade neste ano também discutiram inteligência artificial, patentes e transferência de conhecimento entre universidades e empresas, reforçando a tentativa de aproximar produção acadêmica e mercado. (UFRRJ)
Com o INCODAY previsto para dezembro, Campina Grande terá uma nova oportunidade de colocar esse ecossistema diante de investidores e organizações internacionais. A movimentação mostra que a conexão da Paraíba com o mundo não depende apenas da exportação tradicional de produtos: ciência, software, propriedade intelectual e startups também podem funcionar como portas de entrada para novos mercados.
Para pesquisadores e empreendedores paraibanos, o efeito mais imediato está nas oportunidades abertas agora. A chamada da BraFIP permanece disponível até 7 de setembro, e os projetos selecionados poderão chegar ao encontro de dezembro com preparação especializada. Se essas conexões resultarem em investimentos, contratos ou cooperação tecnológica, a iniciativa poderá ajudar a transformar conhecimento produzido na Paraíba em negócios capazes de competir também fora do Brasil. (Paraíba Business)
Fontes: Paraíba Business — Campina Grande vira conexão entre inovação e investidores internacionais · Paraíba Online — inscrições da chamada internacional BraFIP · Prefeitura de Campina Grande — Impulse Campina 2026.